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terça-feira, 8 de março de 2011

Donos fumantes fazem mal à saúde dos bichos


Os donos fumantes podem prejudicar a saúde dos próprios bichos de estimação. Segundo Alexandre Sano, médico veterinário da clínica Med Dog, em São Paulo, a fumaça prejudica os bichos do mesmo modo que prejudica as pessoas.

- A fumaça pode irritar o sistema respiratório dos bichos, pois acumula resíduos no pulmão. Ao lado dos donos fumantes, os animais acabam virando fumantes passivos.

As doenças mais comuns que os bichos podem contrair por causa da fumaça são a rinite e a sinusite. Os problemas tendem a ser maiores em animais braquicefálicos, aqueles que têm o focinho achatado – como pug, bulldog, boxer, lhasa apso, shitzu, pequinês e algumas raças de gatos.

- Os primeiros sintomas de que o bicho está com algum problema respiratório podem ser espirros e secreção nasal. Em alguns casos, a inflamação nas vias respiratórias é tão grande que rompe os vasos da narina e pode sangrar.

A lei que proíbe o fumo em ambientes públicos e fechados, (Lei 13.541 de Ambientes Livres de Tabaco, aprovada em agosto de 2009), talvez não tenha sido tão boa para animais. Isso por que as pessoas, que não podem fumar em lugares públicos, acabam fumando mais vezes dentro de casa, e consequentemente, mais próximo aos seus bichinhos.

O médico afirma que animais com problemas respiratórios podem ser tratados com remédios e antiinflamatórios, mas isso os deixará dependentes a vida toda. Sem contar que a nicotina continua se acumulando no pulmão…

A melhor opção para donos fumantes não afetarem seus pets é fumar em locais abertos, bem longe deles.

Denise Schwartz, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina e Veterinária da USP, afirma que não adianta apenas fumar em um cômodo separado do bicho.

Denise coordena uma pesquisa para analisar as alterações que o fumo dos donos pode fazer no organismo dos bichos, mas o estudo ainda está no começo.

- A pesquisa está em fase inicial ainda, mas já existem alguns trabalham que provem que há interferência do cigarro do dono na saúde do bicho.

Um dos problemas mais graves que pode atingir o pet é o câncer no pulmão. Este câncer é um dos mais agressivos para animais e os leva à óbito em cerca de dois meses.

Sano brinca que talvez a melhor solução para o bicho seria trocar de dono. Quem é fumante deve prestar atenção redobrada na saúde do bicho, principalmente se ele demonstra alguns dos sintomas citados acima. O quanto antes for feito o diagnóstico, melhor é para o animal, no entanto, a solução de fato é diminuir, e se possível, anular o contato do bicho com a fumaça.

Notícia do R7

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cachorro reduz chances de alergia em crianças


Ter um cachorro em casa reduz o risco de uma criança desenvolver alergias, revela uma pesquisa divulgada por cientistas alemães. A descoberta, baseada em um estudo de 6 anos com 9.000 crianças, dá relevância à teoria de que crescer com animais de estimação ajuda a desenvolver o sistema imunológico e deixa o corpo mais preparado para a asma, eczema e febre alta.

Os familiares das crianças responderam a um questionário detalhado sobre as chances de desenvolver sintomas alérgicos. Exames de sangue também foram feitos para testar anticorpos. O mesmo efeito benéfico da companhia dos cães não foi observado em crianças que têm contato freqüente com cachorros mas não convivem com um em casa.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Consumo de chocolate pode matar cães e gatos

 Veterinários não recomendam dar doces e chocolates para cães (Foto: Stock.XCHNG)

Quem já foi dono de um bicho de estimação provavelmente ouviu que chocolate pode matar cães e gatos. E é verdade, pode mesmo. Mas ninguém precisa ficar desesperado: mortes causadas pela ingestão de chocolate são raras, pois o animal teria de comer uma quantidade muito grande.

Na época da Páscoa, é preciso tomar cuidado e não deixar os ovos em qualquer lugar. “O perigo maior é quando o animal furta o chocolate de um local que não deveria, come tudo em grande quantidade. Os donos não devem deixar nada em local acessível”, afirma Marcia Mery Kogika, professora associada do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP).

Marcia explicou ao G1 que o grande problema é uma substância chamada teobromina, que está presente no cacau usado na fabricação dos chocolates. A concentração desse elemento muda conforme a variedade do produto.

O branco tem a menor quantidade de teobromina – cerca de 0,1 miligrama por grama de chocolate (0,1mg/grama). Já o chocolate ao leite tem aproximadamente 2 mg/grama. Os mais “perigosos” são aqueles com grande concentração de cacau e também produtos em pó, utilizados geralmente em bolos, que chegam a ter de 15 a 20 mg/grama.

“Segundo a literatura, a dose letal é de 100 a 500 miligramas por quilo. O animal teria de comer muito para morrer, mas quando ocorre a ingestão de uma quantidade razoável de chocolate pode haver uma intoxicação com manifestação clínica discreta, com vômito ou diarréia”, diz Marcia. “Quando há uma intoxicação mais grave, o cão pode apresentar sintomas neurológicos como dificuldade de coordenação motora, excitabilidade e, em casos mais graves,convulsões.”

O professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Julio Cesar Cambraia Veado ressalta que alguns cães e gatos também não toleram a lactose, presente no leite usado na fabricação da sobremesa.

Nutrição
Apenas um pouquinho de chocolate não prejudica a saúde do animal, mas doces não são opções saudáveis. Além do risco de intoxicação, o excesso pode causar obesidade, problemas nos dentes e até diabetes.

O professor Julio Cesar Cambraia Veado aconselha os donos que desejam agradar o animal a dar frutas, como um pedaço de maçã ou laranja. O petisco, porém, não deve substituir as refeições.

De acordo com Veado, ração é o alimento ideal para manter cães e gatos bem nutridos, mesmo que muitas vezes não seja tão apetitosa quanto um pedaço de chocolate. Os proprietários também devem prestar atenção na quantidade de comida, para o cão não engordar com o passar do tempo.

“Nem sempre sabemos interpretar o que é bom ou ruim para os animais. É preciso ter em mente que cães e gatos possuem organismo diferente. Um chocolate ou qualquer outro alimento que é agradável ao dono nem sempre é saudável para os bichos”, afirma o professor.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Saiba quais são as doenças oftalmológicas que podem cegar seu animal

Notícia do R7

Coceira, fotofobia (sensibilidade a luz), secreção, aumento do volume ocular, olhos vermelhos e lacrimejando são os principais sinais de que seu bichinho de estimação esteja com alguma doença nos olhos.

Segundo Angélica Safatle, veterinária do serviço de oftalmologia veterinária da USP, as doenças oftalmológicas são muito comuns em cachorros e gatos e devem ser tratadas rapidamente por um especialista.


O olho é uma estrutura muito pequena e tem uma função muito importante. Se o dono demorar para levar o animal ao veterinário especializado em oftalmologia e não for feito um diagnóstico preciso, há grandes chances desse bicho ficar perder a visão. O mais recomendado é não tentar tratar seu animal em casa.

As principais doenças oftalmológicas nos pets são: ceratite, uveíte, glaucoma e catarata. Segundo a veterinária, o diagnóstico dessas patologias são feitas por dilatação das pupilas, medição da pressão intra ocular, corante para fazer contraste e detectar alguma úlcera na córnea.

Doenças
A ceratite é uma doença na córnea que pode aparecer por causa de uma infecção ou uma batida e o animal sente muita dor. Existem dois tipos de ceratites, a ceratite ulcerativa (com feridas) e a ceratite não ulcerativa (sem feridas). Essa doença é muito comum em cães e gatos e o tratamento depende da causa, podendo ser tratada com anti-inflamatório ou antibiótico, por colírio ou via oral.

A uveíte é a inflamação da íris dos olhos e geralmente é acompanhada de doenças no corpo do animal, como por exemplo a hemoparasitose, um parasita que destrói as células sanguineas provocando anemia ou também um tumor. Essa donça pode ser originada por uma infecção, um trauma ou por intoxicação.

O glaucoma é uma doença que provoca o aumento da pressão ocular. Essa doença em cães é muito agressiva e o tratamento deve ser feito com urgência. Quanto mais rápido for diagnosticada a doença, maiores são as chances de evitar a cegueira. O tratamento do glaucoma é feito por medicação ou cirurgia, para tentar diminuir a pressão dos olhos.

A catarata é a opacidade da lente ocular esse caracteriza pela mancha branca nos olhos e na maioria das vezes é uma doença hereditária ou causada por diabetes e traumas. Como é considerada a doença mais grave, dentre as oftalmológicas, o único tratamento é a cirurgia para a retirada da mancha branca.

Agora que você já sabe como cada doença se manifesta e quais são os tratamentos, o mais indicado é corrrer com o seu bichinho ao veterinário especializado se qualquer um desses sintomas aparecer.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cadela militar dos EUA volta traumatizada do Iraque

Notícia do G1

A cadela Gina tinha 2 anos quando foi enviada para o Iraque para ajudar os militares como cão farejador altamente treinado. O pastor alemão ajudou os soldados americanos nas buscas realizadas em residências e assistiu a todos os tipos de explosões ruidosas.

 (Foto: AP)
Ela voltou para casa, no Colorado, encolhida e com medo. Quando seus treinadores tentaram levá-la a um prédio, ela endureceu as patas e resistiu. Uma vez lá dentro, ela dobrou sua cauda debaixo de seu corpo e se encolheu no chão. Gina se esconde debaixo dos móveis ou em um canto para evitar contato com pessoas.

Um veterinário militar a diagnosticou como tendo transtorno de estresse pós-traumático – uma condição comum entre humanos e que os peritos dizem que também pode afligir cães. “Ela demonstrou todos os sintomas e tinha todos os sinais”, disse o sargento Eric Haynes, comandante do canil na Base Peterson da Força Aérea. “Ela tinha pavor de todos.”

Um ano depois de voltar do Iraque, Gina está se recuperando. Caminhadas freqüentes entre pessoas amigáveis e uma reintrodução gradual para os ruídos da vida militar a fizeram começar a superar seus medos, disse Haynes.

Trauma
O transtorno de estresse pós-traumático é bem documentado entre militares americanos que regressam das guerras no Iraque e no Afeganistão, mas a sua existência nos animais é menos clara. Alguns veterinários dizem que os animais experimentam o trauma, ou ao menos uma versão dele.

“Existe uma condição em cães que é quase exatamente a mesma, se não é exatamente a mesma, que o transtorno de estresse pós-traumático em seres humanos”, disse Nicholas Dodman, chefe do programa de comportamento animal na Universidade Tufts. Mas alguns veterinários não gostam de aplicar o diagnóstico para os animais, pensando que isso pode ofender recrutas entre os militares, disse Dodman. Ele acrescentou que o diagnóstico nos animais não significa que há ofensa ao pessoal militar.

Os militares definem transtorno de estresse pós-traumático como uma condição que se desenvolve após um trauma com risco de morte. As vítimas sofrem três tipos de experiências muito tempo depois, mesmo em um ambiente seguro. Elas repetidamente voltam a experimentar o trauma em pesadelos ou memórias vívidas. Eles evitam situações ou sentimentos que os lembre do evento, e eles se sentem nervosos todo o tempo.

Gina
Quando Gina voltou ao Colorado, no ano passado, após sua passagem de seis meses no Iraque, ela não era mais o “grande filhote” que a base conhecia, Haynes lembra. Ela tinha sido atribuída a uma unidade do Exército, e seu trabalho era a busca por explosivos depois que os soldados entravam em uma casa. As tropas muitas vezes usavam métodos barulhentos, usando granadas de efeito moral e derrubavam portas com chutes, disse Haynes. Além disso, Gina estava em um comboio que teve um veículo atingido por uma bomba improvisada.

Ao voltar para casa, Gina não queria nada com as pessoas. “Ela tinha se afastado da sociedade como um todo”, disse Haynes, que já trabalhou com mais de 100 cães em 12 anos como treinador. Ele disse que viu outros cães atingidos por trauma, mas nenhum tão mal como Gina.

Haynes e outros treinadores passaram a levar Gina a caminhadas, para ajudá-la a superar o trauma. “Ela começou a aprender que nem todo mundo estava tentando pegá-la”, disse Haynes. “Ela começou a atuar mais socialmente de novo.”

Segundo o treinador, a equipe está cuidado para não deixar sua afeição interferir com a boa formação da cadela. Tratar Gina como um ser humano – por exemplo, confortando-a quando ela está com medo – pode deixá-la pensar que seu treinador fica feliz quando ela está com medo.

Eventualmente, ela pode ser capaz de retornar a atuar em situações de perigo real, como o fez no Iraque, mas isso apenas daqui a um ano, disse Haynes. “Nós não estamos pensando em fazê-lo a qualquer momento no futuro próximo, porque, obviamente, não queremos estragar tudo o que já fizemos”, disse ele.
 

Meu Cãozinho © 2009.